Quando trabalhadores se organizam, constroem mais do que uma entidade. Constroem voz coletiva, capacidade de diálogo e força para participar das decisões que interferem diretamente em suas condições de trabalho e em seus direitos.

É dessa compreensão que nasce o SINDCOPSI: da organização de trabalhadores e trabalhadoras que fazem a Saúde Indígena acontecer diariamente em diferentes territórios do Brasil.

Mas o que significa, de fato, estar organizado?

A organização começa no local de trabalho. Na identificação dos problemas comuns, na construção das pautas e na decisão de não enfrentar individualmente questões que pertencem a toda uma categoria.

Na Saúde Indígena, essa necessidade ganha uma dimensão ainda maior.

São trabalhadores distribuídos por diferentes estados e territórios, submetidos a realidades distintas, mas unidos por desafios comuns e pela atuação em uma política pública essencial para os povos indígenas.

Construir uma organização nacional é fazer com que essas diferentes vozes possam se encontrar e ganhar força coletiva.

Participar também é construir

A defesa dos trabalhadores não acontece apenas no momento em que um documento é assinado.

Antes de qualquer negociação existem reuniões, fóruns, grupos de trabalho, construção de propostas e articulações entre trabalhadores e entidades.

Por isso, participar desses espaços importa.

Federações, Confederações e demais entidades legitimadas cumprem papel fundamental nesse processo e podem reunir organizações, representantes, técnicos, assessores e colaboradores na construção de propostas coletivas.

Existem prerrogativas sindicais formais submetidas a requisitos jurídicos específicos. Mas isso não elimina a liberdade de associação, o diálogo institucional ou a participação legítima dos trabalhadores e de suas organizações nos espaços de construção coletiva.

Compreender essa diferença também é compreender como funciona a organização sindical.

Organização também é liberdade

Todo trabalhador tem o direito de se organizar, participar e decidir livremente com quem deseja construir coletivamente.

É essa liberdade que transforma uma entidade em uma organização viva.

Porque uma organização não existe apenas por seus documentos. Ela existe porque há trabalhadores dispostos a participar, construir pautas, ocupar espaços e sustentar coletivamente um projeto de representação.

E é esse caminho que o SINDCOPSI continua construindo.

Uma organização nacional que reconhece as particularidades de cada território, fortalece sua base e avança de maneira responsável em sua consolidação institucional, respeitando os caminhos jurídicos necessários sem abrir mão dos espaços legítimos de diálogo, associação, articulação e participação.

Afinal, um sindicato é uma pauta individual tornando-se coletiva.

É organização onde antes havia isolamento.

É participação nos espaços onde o futuro dos trabalhadores é discutido.

É uma categoria reconhecendo que sua força aumenta quando seus trabalhadores caminham juntos.

Na Saúde Indígena, essa construção já está acontecendo.

Como dizia o cofundador do SINDCOPSI:

“Nosso sucesso será proporcional ao tamanho da nossa organização.”

SINDCOPSI. Juntos somos mais fortes.